quinta-feira, 26 de julho de 2007

Cuidados para uma voz saudável

Equipe,
A fonoaudióloga Fabíola Lima, da Dominiu Marketing Vocal ( aquela moça simpática, gravidinha, que nos deu aquela palestra sobre a importância de cuidar da voz e melhorar nossa capacidade de comunicação) foi entrevistada pela revista eletrônica Consumidor Moderno. Vejam que matéria bacana e super em dia com o que está acontecendo aqui no CRC.
É... às vezes pagar um certos "micos" na hora dos nossos treinos pode realmente fazer a diferença...
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Por Ticiana Werneck

A voz é o principal instrumento de trabalho dos agentes de contact center. Mas muito pode ser feito para potencializar a saúde vocal e evitar problemas relacionados a ela, é o que explica a fonoaudióloga Fabíola Lima, diretora da Dominiu Marketing Vocal.
"Expressamos, pela nossa voz emoções, sentimentos e nossa própria personalidade. Quando problemas vocais aparecem, afetam a vida pessoal, social e, principalmente, a profissional. Quem se comunica mal, por qualquer motivo que seja, torna a sua vida limitada e sujeita a influências negativas ao bem-estar", avalia.

Nosso mecanismo de "produção de voz" é delicado e sujeito a inúmeras agressões, prejudicando até mesmo a sua longevidade. "São muitos os cuidados que devemos ter com nossa voz, mas cuidados simples podem tornar a nossa saúde vocal muito melhor".

Fabíola costuma realizar treinamentos sobre saúde vocal para equipes de contact center e diz ser muito comum o uso de receitas caseiras (ouça a entrevista), que mais atrapalham do que ajudam. "Ao contrário do que se pensa, o mel não é bom para a voz pois produz pigarro", esclarece. A regra de ouro, segundo ela, é beber água, muita água. "Pessoas normais devem beber dois litros de água por dia. Profissionais de call center precisam beber 3 litros, em goles espaçados durante o dia", diz. Não adianta beber 1 litro de uma vez, ela frisa. "A água hidrata o corpo por completo e fluidifica secreções que se acumulam no trato vocal", explica.

Muitas vezes, o desconhecimento da importância de determinados cuidados para a preservação da nossa saúde vocal, evitando os abusos, maus hábitos e posturas inadequadas causam um problema de voz e, em algumas situações, a perda completa da voz. "Existem muitas condutas que podemos adotar para mantermos a nossa voz saudável. Através desta boa saúde vocal, poderemos passar a utilizar a voz a nosso favor, contribuindo, cada vez mais para o nosso sucesso", diz Fabíola.

Comunicar-se bem, e eficientemente, é imprescindível tanto para a construção da imagem de cada profissional como para a imagem da empresa que ele faz parte. Principalmente para os profissionais de contact center. "A voz é o único veículo de inter-relação entre o atendente e o consumidor", diz ela. É uma responsabilidade grande. "Quando uma pessoa se dispõe a atender consumidores, sem estar frente a frente com ele, a voz será a única a ferramenta para fornecer as informações necessárias. Deve haver um grande cuidado em ser compreendido, pois se a voz está alterada ela pode gerar uma mensagem igualmente alterada, prejudicando a comunicação", afirma.

Segundo o professor da Universidade da Califórnia, Albert Mehrabian, quando a comunicação é estabelecida, existem três elementos que interferem na recepção da mensagem pelo ouvinte, a linguagem corporal - que não está presente nos atendimentos via telefone -, o tom de voz e as palavras usadas. O impacto que cada um deles causa na eficácia da comunicação é diferente.
Dessa forma, a linguagem corporal é responsável por 55% da eficácia da comunicação, acompanhada de 38% do tom de voz e 7% das palavras usadas. "É por esse motivo que quando ouvimos alguém falar, o que é registrado em nossa memória, posteriormente, será o que sentimos quando o ouvimos falar e não exatamente o que o falante disse. Ou seja, o conteúdo da mensagem falada não é supremo para que as pessoas compreendam e recebam positivamente o que estamos querendo dizer", explica Fabíola.

Para uma boa saúde vocal, Fabíola Lima sugere: Evite fatores agressores ao trato vocal, como o fumo e o álcool por promoverem uma reação imediata das pregas vocais quando ingeridos. Evite, principalmente, durante o período trabalho. Pessoas portadoras de alergias são mais propícias a desenvolverem problemas vocais por apresentarem uma tendência a inchar as suas mucosas respiratórias, como conseqüência de suas alergias, dificultando a vibração das pregas vocais. Os hábitos de tossir, raspar a garganta e pigarrear são extremamente prejudiciais à boa condição da saúde vocal por agredirem diretamente as pregas vocais através dos movimentos bruscos realizados. Eles produzem a sensação momentânea de remoção do incômodo, contudo, esta eventual melhora, piora a condição da laringe.
O grande vilão dos profissionais da voz é o ar condicionado porque além de promover as mudanças bruscas de temperatura, acarreta o ressecamento do ambiente e, conseqüentemente, o ressecamento do nosso trato vocal. "Porém, este é um mal necessário da vida moderna. Desta forma, a hidratação assume um papel fundamental para a longevidade vocal dos profissionais que são expostos a este fator agravante", diz a fonoaudióloga. A água é a melhor maneira de mantermos a nossa saúde vocal. A voz necessita de água para se manter estável e saudável. Água fresca, em temperatura ambiente, funciona como um lubrificante para a voz. "Com o uso contínuo de água, todas as sensações de incômodo na garganta, de ressecamento, pigarros, sensação de corpo estranho, dentre outros, tendem a desaparecer, evidenciando a melhoria da qualidade de vida da sua voz", explica Fabíola.

Como produzimos a voz "Nossa voz é produzida na laringe, o mesmo tubo que utilizamos para respirar, através das famosas cordas vocais. Na verdade, devemos chamar estas cordas de pregas vocais porque são pregas de mucosa com musculatura", explica a fonoaudióloga. Estas estruturas encontram-se paralelas ao solo e, afastam-se para podermos inspirar, puxar o ar e aproximam-se para podermos falar. "Quando o ar passa pelas pregas vocais aproximadas, as vibrações dessas estruturas produzem um som. Este som, por sua vez, necessita de um auto-falante. As nossas caixas de amplificação naturais são formadas pela faringe, boca e nariz.
Assim, os sons podem ser articulados e finalmente compreendidos. Desta forma, fisiologicamente, nos expressamos e nos comunicamos com as outras pessoas, estabelecendo todas as nossas relações com o mundo", finaliza a fonoaudióloga.

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